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COVID-19: ESTUDO AMERICANO REVELA A INEFICIÊNCIA DO USO DA CLOROQUINA EM PACIENTES, E DETECTA RISCOS CARDÍACOS

Rádio Federal Online

A pesquisa foi realizada com 96 mil pessoas infectadas, em 6 continentes e internadas em mais de 671 hospitais

 

Brasília, 22 de maio de 2020

Nesta sexta-feira (22), foi publicado na renomada revista científica, The Lancet, o primeiro estudo feito em larga escala com pessoas infectadas pela Covid-19. A pesquisa foi realizada com 96 mil pessoas infectadas, em 6 continentes e internadas em mais de 671 hospitais, e mostra que a Hidroxicloroquina e a Cloroquina não apresentam benefícios no tratamento da Covid-19.

O estudo também revela que não há melhora na recuperação dos infectados, e que sim existe um risco maior de morte e arritmia cardíaca. O grupo de cientistas comparou os resultados de pacientes que tomaram apenas a Hidroxicloroquina ou Cloroquina, com os que tomaram a Hidroxicloroquina ou Cloroquina junto a macrólidos (uma classe de antibióticos).  Além desses dois grupos, há o grupo controle, formado por pacientes que não foram medicados e que servem de comparação. Neste grupo estão inclusos 81 mil pacientes.

As hospitalizações acorreram entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020.  Foram analisados ao todo 14. 888 mil pacientes, que receberam os medicamentos. Ao final do período, os cientistas concluíram que:

  • Dos que apenas usaram cloroquina ou hidroxicloroquina, cerca de 1 a cada 6 pacientes morreram. Foram 307 pessoas que tomaram cloroquina (16,4%) e 543 que tomaram hidroxicloroquina (18%).
  • Dos que tomaram cloroquina ou hidroxicloroquina com macrólidos, cerca de 1 a cada 5 pacientes morreram. Houve 839 mortes (22,2%) no caso de uso de cloroquina com antibiótico e 1.479 (23,8%) na combinação de hidroxicloroquina com antibiótico.

No grupo de controle, 1 a cada 11 pacientes morreram, um total de 7. 530 (9,3%). No estudo não foram levadas em consideração informações que pudessem influenciar nos resultados como idade, raça, índice de massa corporal e outras condições associadas como doenças cardíacas, diabetes e doenças pulmonares.

Segundo os cientistas, os pacientes que tomaram as substâncias também apresentaram maior risco a arritmias cardíacas. A maior taxa foi para os que tomaram a hidroxicloroquina com os antibióticos:  8% ou 502 pessoas em um grupo de 6.221. O grupo controle, que não recebeu as substâncias, teve um índice de 0,3%.

O autor e líder da pesquisa, Mandeep Mehra, é diretor do Brigham and Women’s Hospital Center for Advanced Heart Desease, em Boston, nos Estados Unidos. Para o grupo de estudiosos há necessidade de mais pesquisas internacionais, para comprovação dos dados. Este é o maior estudo feito até o momento, com pacientes infectados e internados com a Covid-19 e a prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina.

Da redação Rádio Federal – Douglas Ramalho 

 


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