COMPARTILHAMENTO DE FAKE NEWS SOBRE CORONAVÍRUS DESAFIA AUTORIDADES E ESPECIALISTAS EM SAÚDE

Rádio Federal Online

Geralmente as fake news possuem afirmações assertivas e com elas informações mentirosas que confundem os usuários

 

Brasília, 24 de março de 2020

Em meio à pandemia global causada pelo novo coronavírus, um sério problema vem crescendo em proporções equivalentes à transmissão da doença. A desinformação e informações falsas estão tomando conta das redes sociais e atingindo pessoas em todos os continentes. Governos, autoridades médicas e a mídia estão se esforçando mutuamente para desmentir as notícias falsas e alertar  sobre o perigo de compartilhar esse tipo de conteúdo.

O Whatsapp, que pertence ao mesmo dono do Facebook e Instagram, Mark Zuckerberg, está com o desafio de lidar com as mensagens errôneas. Geralmente as fake news possuem afirmações assertivas e com elas informações mentirosas que confundem os usuários. Como é o caso de uma alegação falsa que circula nas redes, afirmando que beber água morna a cada 15 minutos neutralizará o vírus.

A desinformação chega aos smarthphones geralmente por mensagens encaminhadas por amigos e parentes que supostamente incluem informações de um médico eminente ou amigo de um amigo que trabalha para o governo. Mas o grande problema está no fato de as mensagens do whatsapp serem criptografadas, o que quer dizer que somente o remetente e o destinatário podem vê-las. Nem mesmo o aplicativo monitora as mensagens. Embora a criptografia seja vista como uma vantagem em termos de segurança, o whatsapp é “cego” para o que está sendo dito nas mensagens, e isso dificulta a polícia ou a moderação de conteúdo.

Para tentar conter esse problema, a rede social afirma estar tomando algumas medidas. No perfil do Twitter a empresa disse estar ajudando grupos de verificação de fatos e que os usuários podem enviar as mensagens para grupos especiais que podem verificar informações. “Existem mais de uma dúzia de verificadores de fatos locais até agora, e queremos que mais sejam capazes de fazer esse importante trabalho, para que os rumores sejam identificados e combatidos”, disse Will Cathcart, chefe do WhatsApp, na quarta-feira (04/03).

Além disso, em parceria com os ministérios de saúde e organizações no Facebook de diversos países, o whatsapp está criando anúncios gratuitos e clicáveis que direcionam as pessoas para um bate-papo com as organizações correspondentes.  A vice-presidente da Comissão Europeia de Valores e Transparência, Vera Jourová, parabeniza as iniciativas tomadas pela empresa em entrevista concedida para CNN Business ,mas afirma não serem suficientes. “O WhatsApp informou a Comissão sobre algumas medidas adotadas para limitar a disseminação da desinformação, mas a maior parte do conteúdo problemático parece ser o chamado conteúdo orgânico, ou seja, gerado pelos próprios usuários”, disse ela.

Por fim, os especialistas dizem que algumas das melhores maneiras de combater a desinformação são a educação pública, ensinando as pessoas sobre o coronavírus a como ser consumidores inteligentes de informações. Carl Woog, porta-voz do WhatsApp, questionado pela CNN Business se consideraria o envio de uma mensagem em massa para todos os usuários, pedindo-lhes que procurassem informações precisas de fontes oficiais,  disse que não é algo que eles tecnicamente sejam capazes ou planejem fazer.”Acreditamos que a coisa mais importante que podemos fazer é capacitar os ministérios e médicos da saúde a se envolverem com cidadãos e pacientes diretamente no WhatsApp”, disse Woog.

Da Radeção Rádio Federal – Douglas Ramalho 

 

 

 

 

 


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